quarta-feira, 30 de abril de 2014

Crônicas para os alunos dos primeiros anos do ensino médio da escola Pantaleão Coelho Xavier

A Rua do Ouvidor
Joaquim Manuel de Macedo


A Rua do Ouvidor contou diversas lojas de perfumarias, e, por consequência, devia ser a rua mais cheirosa, mais perfumada entre todas as da cidade do Rio de Janeiro.
E todavia não o era!...
Com efeito não havia nem há rua mais opulenta de aromas, de perfumes, de pastilhas odoríferas, de banhas e de pomadas de ótimo cheiro; mas tudo isso encerrado em vidrinhos, em frascos e em pequenas caixas bonitas que mantinham e mantêm a Rua do Ouvidor tão inodora como as outras de dia.
Atualmente de noite observa-se o mesmo fato.
Naquele tempo, porém, isto é, nos tempos do Demarais, e ainda depois, a Rua do Ouvidor, de fácil e reta comunicação com a praia, era uma das mais frequentadas pelos condutores dos repugnantes barris, das oito horas da noite até às dez.
A esses barris asquerosos o povo deu a denominação geralmente adotada de - tigres - pelo medo explicável que todos fugiam deles.

Esse ruim costume do passado me traz à memória informação falsa e ridícula que li, e caso infeliz e igualmente ridículo, de que fui testemunha ocular e nasal em 1839, no meu saudoso tempo de estudante.
A informação é a seguinte:
Um francês (viajante charlatão) passou pela cidade do Rio de Janeiro, e demorando-se nela alguns dias, ouviu dos patrícios da Rua do Ouvidor queixas dos incômodos tigres que frequentes passavam ali de noite. Sábio e consciencioso observador que era, o viajante tomou nota do ato, e poucos anos depois publicou, no seu livro de viagens, esta famosa notícia:
“Na cidade do Rio de Janeiro, capital do Império do Brasil, feras terríveis, os trigraves, vagam, durante a noite, pelas ruas, etc., etc.!!!”
E é assim que escreve a história!
O caso que observei foi desastroso, mas de natureza que fez rir a todos.
Pouco depois das oito horas da noite, um inglês, trajando casaca preta e gravata branca...
Entre parênteses.
Em 1839 ainda era de uso ordinário e comum a casaca; o reinado de paletó começou depois; muitos estudantes iam às aulas de casacas, e não havia senador nem deputado que se apresentasse desacasacado nas respectivas Câmaras: o paletó tornou-se eminentemente parlamentar de 1845 em diante.
Fechou-se o parênteses.
O inglês de chapéu de patente, casaca preta e gravata branca subia pela Rua do Ouvidor, quando encontrou um negro que descia, levando à cabeça um tigre para despejá-lo no mar.
O pobre africano ainda a tempo recuou um passo, mas o inglês que não sabia recuar avançou outro; o condutor do tigre encostou-se à parede que lhe ficava à mão direita, e o inglês supondo-se desconsiderado por um negro que lhe dava passo à esquerda pronunciou a ameaçadora palavra goodemi, e sem mais tir-te nem guar-te honrou com um soco britânico a face do africano, que perdendo o equilíbrio pelo ataque e pela dor, deixou cair o tigre para diante e naturalmente de boca para baixo.
Ah! Que não sei de nojo como o conte!
O Tigre ou o barril abismou em seu bojo o chapéu e a cabeça e inundou com o seu conteúdo a casaca preta, o colete e as calças do inglês.
O negro fugiu acelerado, e a vítima de sua própria imprudência, conseguindo livrar-se do barril, que o encapelara, lançou-se a correr atrás do africano, sacudindo o chapéu em estado indizível, e bradando furioso:
— Pegue ladron! Pegue ladron!...
Mas qual - pega ladron! -: todos se arredavam de inocente e malcheiroso negro que fugia, e ainda mais o inglês, tornado tigre pela inundação que recebera.
Era geral o coro de risadas na Rua do Ouvidor.
O inglês, perdendo enfim de vista o africano, completou o caso com um remate pelo menos tão ridículo como o seu desastre. Voltando rua acima, parou em frente de numeroso grupo de gente que testemunhara a cena, e ria-se dela.
Ainda hoje o estou vendo; o inglês parou, e sempre a sacudir o chapéu olhou iroso para o grupo e disse mas disse com orgulhosa gravidade britânica:
— Amanhã faz queixa a ministro da Inglaterra, e há de ter indenização de chapéu e de casaca perdidas.
Ah! Eu creio que então a melhor das risadas que romperam foi a minha gostosa, longa e repetida risada de estudante feliz e alegrão. É inútil dizer que não houve questão diplomática. A Inglaterra ainda não se tinha feito representar no Brasil por Mr. Christie, o único capaz (depois do jantar) de exigir indenização do chapéu e da casaca que o patrício perdera.
Não foi este único desastre que os tigres ocasionaram, foram muitos e todos mais ou menos grotescos, e sei de um outro (além da encapelação do inglês) ocorrido na Rua do Carmo hoje Sete de Setembro, que de súbito desfez as mais doces esperanças do casamento inspirado e desejado por mútuo amor.
O namorado era estudante, meu colega e amigo; estava perdidamente apaixonado por uma viúva, viuvinha de dezoito anos, e linda como os amores.
Uma noite, a bela senhora estava à janela, e à luz de fronteiro lampião viu o namorado que, aproveitando o ponto do mais vivo clarão iluminador, lhe mostrava, levando-o ao nariz, um raminho de lindas flores, que ia enviar-lhe, quando nesse momento o cego apaixonado esbarrou com um condutor de tigre, e, embora não encapelado, foi quase tão infeliz como o inglês.
O pior do caso foi que a jovem adorada incorreu no erro quase inevitável de desatar a rir, e logo depois de fugir da janela por causa do mau cheiro de que se encheu a rua.
O namorado ressentiu-se do rir impiedoso da sua esperançosa e querida noiva; amoroso, porém, como estava, dois dias depois tornou a passar diante das queridas janelas.
No erro; a formosa viúva, ao ver o estudante, saudou-o doce, ternamente, mas levou o lenço a boca para dissimular o riso lembrador de ridículo infortúnio.
O estudante deu então solene cavaco, e não apareceu mais à bela viuvinha.
Um tigre matou aquele amor.



In: Memórias da Rua do Ouvidor. Rio de Janeiro: Perseverança, 1878.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Curiosidades sobre os Vikings:

- Os vikings eram excelentes navegadores e o principal tipo de embarcação usada conhecida como drakar.

- Eram guerreiros e fizeram, no século IX, várias incursões militares, utilizando rios e mares, em cidades europeias com o objetivos de saque. 

- Eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estes deuses representavam fenômenos da natureza, sentimentos, características ou qualidades humanas.

- Na Mitologia Nórdica (viking), o mundo era representado por um disco de formato plano.

- As casas dos vikings eram rudimentares, feitas de madeira, palha e pedras.

- Como a região onde viviam (extremo norte da Europa) é muito fria, os vikings fabricavam suas roupas com peles de animais para garantir o aquecimento do corpo, principalmente no inverno.

- Entre os vikings, os casamentos eram feitos através de acordos familiares.

- Crianças que nasciam com deformidades físicas eram, geralmente, abandonadas pelos pais ou jogadas ao mar.

- Embora considerados rústicos e guerreiros, os vikings procuravam condutas morais como, por exemplo: não mentir, não ser desonesto, evitar a luxuria, saber dividir (não ser ganancioso), evitar o ócio e a preguiça e não ficar bêbado.

- Violar a família era considerado um crime grave entre os vikings, punido com penas severas.

- Os vikings valorizavam muito a honra, sendo que havia um código de conduta.

- Os antigos vikings usavam um vocabulário baseado em símbolos (runas).

- Um dos vikings mais famosos foi Eric, o ruivo. Ele foi o responsável pelo início da colonização da Groelândia.

- De acordo com pesquisas arqueológicas, os vikings eram pessoas de grande estatura e fisicamente fortes.

- Escudos, machados, espadas, lanças, arcos e flechas eram as armas mais usadas pelos vikings nas batalhas.

Foto abaixo da serie: Vikings

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Posso confessar aqui em meu blog, tenho duas paixões, ler e história. Então eu uno o útil ao agradável como ler sobre OS TUDORS que foi uma grande dinastia da Inglaterra. Isso é história e nada melhor do que a história de um povo. Falando em povo, adoro OS VIKINGS. Esta ai uma cultura que curto muito.
Portanto, não será de duvidar encontrar fotos e comentários sobre esses assuntos citados. Por isso ESTUDOS E CURIOSIDADES.


Amor pelos livros

computadores são tudo de bom!