Quando o verbo expressa uma informação que não pode ser atribuída a nenhum ser, dizemos que se trata de um verbo impessoal. Nesses casos, temos uma oração sem sujeito, formada apenas pelo predicado..Os seguintes verbos são impessoais e formam oração sem sujeito.a) verbos que indicam fenômenos da natureza: NEVAR, CHOVER, VENTAR, TROVEJAR, RELAMPEJAR, AMANHECER, ANOITECER ETC. Exemplo: Nevava.b) Os verbos fazer, estar, haver e ser nas orações se relacionam com expressões de tempo ou fenômeno natural. Exemplos:Fazia frio em São Paulo.Faz tempo que não o vejo.Há muitos anos não viajo.Era tarde.São três horas da tarde.c) Verbo haver, quando exprime acontecimento ou existência. exemplos:Há as árvores, as fábricas,Doenças galopantes, fomes.
AQUI VOCÊ ENCONTRA ASSUNTOS DIVERSOS, OU SEJA, É UM MUNDO CULTURAL. LEIA SEMPRE!
domingo, 26 de abril de 2015
IMPORTANTE SABER
ORAÇÃO SEM SUJEITO
VAMOS RETOMAR O PRIMEIRO VERSO DO TEXTO:
"EM VERDADE TEMOS MEDO"
QUE TIPO DE SUJEITO ENCONTRAMOS NESSE CASO?
COMO PODEMOS DEPREENDER O SUJEITO DESSA ORAÇÃO?
QUE ESTROFE DO POEMA É TODA CONSTRUÍDA COM ORAÇÕES EM QUE O SUJEITO É DESINENCIAL? TRANSCREVA -A.
Refugiamo - nos no amor
este célebre sentimento.
e o amor falou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.
RETOME AS SEGUINTES ESTROFES, PRESTANDO ATENÇÃO NOS TRECHOS EM DESTAQUE.
Localize o sujeito nos seguintes casos abaixo.
chovia; ventava; fazia frio em São Paulo; Nevava.
Em que casos não foi possível identificar o sujeito? Por que você acha que isso aconteceu?
VAMOS RETOMAR O PRIMEIRO VERSO DO TEXTO:
"EM VERDADE TEMOS MEDO"
QUE TIPO DE SUJEITO ENCONTRAMOS NESSE CASO?
COMO PODEMOS DEPREENDER O SUJEITO DESSA ORAÇÃO?
QUE ESTROFE DO POEMA É TODA CONSTRUÍDA COM ORAÇÕES EM QUE O SUJEITO É DESINENCIAL? TRANSCREVA -A.
Refugiamo - nos no amor
este célebre sentimento.
e o amor falou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.
RETOME AS SEGUINTES ESTROFES, PRESTANDO ATENÇÃO NOS TRECHOS EM DESTAQUE.
Localize o sujeito nos seguintes casos abaixo.
chovia; ventava; fazia frio em São Paulo; Nevava.
Em que casos não foi possível identificar o sujeito? Por que você acha que isso aconteceu?
texto e contexto
Os poemas do livro "A rosa do povo", ao qual pertence o "medo", que você leu, foram escritos quando o mundo vivia os horrores da Segunda Guerra Mundial, quando Estados Unidos, Inglaterra, Rússia e vários outros países se reuniram para combater o nazismo e o fascismo, regimes totalitários e opressores.
Ao mesmo tempo, no Brasil, o presidente Getúlio Vargas instituiu a ditadura do Estado Novo (1937 - 1945). Nessa época, não havia partidos políticos e o Congresso Nacional foi fechado. Em eleições, claro, nem se falava. Os estados eram governados por interventores nomeados diretamente por Getúlio. A imprensa estava totalmente censurada, ninguém podia criticar o governo. As greves foram proibidas. Os sindicatos, controlados pelo Estado. As prisões ficaram cheias de inimigos do regime.
Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, o livro A rosa do povo é uma tradução daquela época sombria; uma obra que, de certa maneira, reflete um tempo , não só individual mas coletivo, no país e no mundo.
Releia este trecho
A imprensa estava totalmente censurada, ninguém podia criticar o governo. As greves foram proibidas. Os sindicatos, controlados pelo Estado. As prisões ficaram cheias de inimigos do regime.
Qual dos versos a seguir retrata melhor o trecho destacado?
A) nascemos no escuro
B) em verdade temos medo
C) em fomos educados para o medo
D) nosso destino incompleto.
A ditadura de Vargas perseguia os opositores do governo chegando mesmo a silenciá - los com prisões, torturas e mortes. Imagine como deveria ser a vida de um adolescente nesse período. Que tipo de medo ele poderia ter/?
Os poemas do livro "A rosa do povo", ao qual pertence o "medo", que você leu, foram escritos quando o mundo vivia os horrores da Segunda Guerra Mundial, quando Estados Unidos, Inglaterra, Rússia e vários outros países se reuniram para combater o nazismo e o fascismo, regimes totalitários e opressores.
Ao mesmo tempo, no Brasil, o presidente Getúlio Vargas instituiu a ditadura do Estado Novo (1937 - 1945). Nessa época, não havia partidos políticos e o Congresso Nacional foi fechado. Em eleições, claro, nem se falava. Os estados eram governados por interventores nomeados diretamente por Getúlio. A imprensa estava totalmente censurada, ninguém podia criticar o governo. As greves foram proibidas. Os sindicatos, controlados pelo Estado. As prisões ficaram cheias de inimigos do regime.
Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, o livro A rosa do povo é uma tradução daquela época sombria; uma obra que, de certa maneira, reflete um tempo , não só individual mas coletivo, no país e no mundo.
Releia este trecho
A imprensa estava totalmente censurada, ninguém podia criticar o governo. As greves foram proibidas. Os sindicatos, controlados pelo Estado. As prisões ficaram cheias de inimigos do regime.
Qual dos versos a seguir retrata melhor o trecho destacado?
A) nascemos no escuro
B) em verdade temos medo
C) em fomos educados para o medo
D) nosso destino incompleto.
A ditadura de Vargas perseguia os opositores do governo chegando mesmo a silenciá - los com prisões, torturas e mortes. Imagine como deveria ser a vida de um adolescente nesse período. Que tipo de medo ele poderia ter/?
segunda-feira, 21 de julho de 2014
O começo da produção individual
Escolhido o assunto e com as informações sobre ele em mãos,diga aos alunos que chegou a hora de escrever a visão pessoal
deles sobre o fato, usando imaginação, inventividade, lirismo e
humor.
Dê aos alunos alguns minutos para planejar a escrita da crôni-
ca, respondendo para si mesmos as seguintes perguntas:
Qual o foco narrativo?
Quem são as personagens?
Qual o enredo, como, onde e quando vai se desenrolar a
narrativa?
Vou narrar em tom humorístico, lírico, irônico ou crítico?
Existe um elemento surpresa?
Como vai ser o desfecho?
Aberto ou conclusivo?
Cobrança
Moacyr Scliar
Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: “Aqui mora uma devedora inadimplente.”
— Você não pode fazer isso comigo — protestou ela.
— Claro que posso — replicou ele. — Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.
— Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise...
— Já sei — ironizou ele. — Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.
— Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...
— Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.
Neste momento começou a chuviscar.
— Você vai se molhar — advertiu ela. — Vai acabar ficando doente.
Ele riu, amargo:
— E daí? Se você está preocupada com minha saúde, pague o que deve.
— Posso lhe dar um guarda-chuva...
— Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.
Ela agora estava irritada:
— Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui.
— Sou seu marido — retrucou ele — e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu a avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.
Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.
Moacyr Scliar
Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: “Aqui mora uma devedora inadimplente.”
— Você não pode fazer isso comigo — protestou ela.
— Claro que posso — replicou ele. — Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.
— Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise...
— Já sei — ironizou ele. — Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.
— Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...
— Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.
Neste momento começou a chuviscar.
— Você vai se molhar — advertiu ela. — Vai acabar ficando doente.
Ele riu, amargo:
— E daí? Se você está preocupada com minha saúde, pague o que deve.
— Posso lhe dar um guarda-chuva...
— Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.
Ela agora estava irritada:
— Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui.
— Sou seu marido — retrucou ele — e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu a avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.
Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.
1. Discurso direto: o narrador reproduz textualmente as pala-
vras, falas, as características da personagem. Ao construir o dis-
curso direto, o autor atualiza o acontecimento, tornando viva e
natural a personagem, a cena. Como se fosse uma peça teatral, o
autor agiliza a narrativa. Usa-se o travessão e certos verbos espe-
ciais, que chamamos de verbos “de dizer” ou verbos dicend (falar,
dizer, responder, retrucar, indagar, declarar, exclamar).
2. Discurso indireto: o narrador “conta” o que a personagem
disse. Conhecemos suas palavras indiretamente. Há uma intensa
identidade, quase se misturam narrador e personagem.
3. Discurso indireto livre ou misto: o narrador incorpora na sua
linguagem a fala das personagens e assim nos transmite a essên-
cia do pensamento ou do sentimento. No discurso indireto livre
existe a inserção sutil da fala da personagem sem as marcas do
discurso direto, porém com toda a sua força e vivacidade.
ESTRATÉGIA DE LEITURA
Existem alguns modos de mostrar como um texto é estruturado ou
apontar determinados recursos linguísticos. Um deles é solicitar-lhes
que sublinhem ou circulem – de diferentes cores – os elementos que
se quer destacar. Ao longo das oficinas, esse recurso será usado algu-
mas vezes. Você e seus alunos poderão fazer isso por meio do CD, com
o texto projetado na parede.
vras, falas, as características da personagem. Ao construir o dis-
curso direto, o autor atualiza o acontecimento, tornando viva e
natural a personagem, a cena. Como se fosse uma peça teatral, o
autor agiliza a narrativa. Usa-se o travessão e certos verbos espe-
ciais, que chamamos de verbos “de dizer” ou verbos dicend (falar,
dizer, responder, retrucar, indagar, declarar, exclamar).
2. Discurso indireto: o narrador “conta” o que a personagem
disse. Conhecemos suas palavras indiretamente. Há uma intensa
identidade, quase se misturam narrador e personagem.
3. Discurso indireto livre ou misto: o narrador incorpora na sua
linguagem a fala das personagens e assim nos transmite a essên-
cia do pensamento ou do sentimento. No discurso indireto livre
existe a inserção sutil da fala da personagem sem as marcas do
discurso direto, porém com toda a sua força e vivacidade.
ESTRATÉGIA DE LEITURA
Existem alguns modos de mostrar como um texto é estruturado ou
apontar determinados recursos linguísticos. Um deles é solicitar-lhes
que sublinhem ou circulem – de diferentes cores – os elementos que
se quer destacar. Ao longo das oficinas, esse recurso será usado algu-
mas vezes. Você e seus alunos poderão fazer isso por meio do CD, com
o texto projetado na parede.
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